
Por: Nena Marinho
Membro do Conselho de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente; Edcadora Popular: Escola de Fé e Pólítica da CNBB. Membro do Grupo Mulher Ação (década de 90)
A idéia inicial do Blog foi a de trocar experiências/informações com os vários núcleos do PJU do Brasil e ainda divulgar atividades d@s noss@s alun@s. Aqui na cidade, isso foi possível por 2 anos. No entanto, daremos prosseguimento a esse veículo de informação, com outras notícias, já que os Núcleos aqui da cidade, deixaram de existir.

Por: Claudiane Alves
Na última sexta-feira, as mulheres belojardinenses puderam em mais um momento histórico deixar a sua “marca de batom”. Esse tema, inspirado no artigo de Frei Betto, deu vida à pesquisa das alunas e alunos do pro jovem urbano, sob a orientação da professora e militante dos movimentos sociais, Adilza Cristina. O momento foi de suma importância na condução dos nossos jovens ao pleno exercício da cidadania, que se faz com participação política, no sentido de efetiva influência nas decisões, inquietação com as injustiças e busca de uma igualdade de fato. Tivemos a oportunidade de debater e ouvir considerações interessantíssimas, o que fortalece o nosso propósito de caminhar na luta.
As intervenções do alunado e do corpo docente do programa, além das palavras de Louise, Secretária da Mulher de Caruaru, de Luciene, nossa Secretária da Mulher (e que orgulho dizer que Belo Jardim tem uma secretaria da mulher!), de Nena e de Dona Dulce Ramos mostraram que Belo Jardim é terreno fértil para produzirmos trabalhos de qualidade e que façam a diferença na vida de nosso povo, pois a submissão, seja ela em que esfera for, só empobrece as relações humanas, ditas em processo evolutivo.
Acredito muito na capacidade de mobilização dos jovens que “pensam” e agem com determinação, tanto no âmbito da sociedade, quanto na vida de cada um. Coloquem objetivos em suas caminhadas e por eles façam algo todos os dias; a cada momento ficarão mais perto da vitória, que depende de cada um de vocês. Agradeço pelo convite e fico sempre a disposição para participar. Naquele dia, usando uma frase que eu vi em algum lugar, levei um pouco de vocês e deixei também um pouco de mim. Parabéns pelo projeto, que muito mais que lindo e emocionante, resgata a trajetória das questões de gênero em nossa cidade.
Vereadora em Belo Jardim - Presidenta da UVP/Mulher.








Mulher
Ilsa da Luz Barbosa
Você que busca no dia a dia sua
independência, sua liberdade, sua
identidade própria;
Você que luta profissional e
emocionalmente, para ser
valorizada e compreendida;
Você que a cada momento tenta ser a
companheira, a amiga, a "rainha do lar";
Você que batalha incansavelmente por seus
próprios direitos e também por um mundo
mais justo e por uma sociedade sem
violências;
Você que resiste aos sarcasmos daqueles
que a chamam de, pejorativamente, de
feminista liberal e que já ocupa um
espaço na fábrica, na escola, na
empresa e na política;
Você, eu, nós que temos a capacidade de
gerar outro ser, temos também o dever de
gerar alternativas para que a nossa Ação
criadora, realmente ajude outras
mulheres a conquistarem
a liberdade de Ser...
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As mulheres do Século XVIII eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais. O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias. É a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomam maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias desta época eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais. Dentro deste contexto, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs. Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres. |